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Memórias de uma rosa

Essa é a história de uma rosa que foi colocada no meu caminho e foi arrancada de mim justamente quando estava florescendo.

Dois anos atrás tomei o pé na bunda mais fdp da minha vida. Isso em fevereiro. Quatro meses de sofrimento e angustia depois, encontrei uma certa mocinha num shopping que fizeram na frente do condomínio que resido na Bahia (como assim na Bahia Bial? Esperem, mais detalhes a seguir). A criatura com um rostinho de anjo chorava copiosamente de um jeito que doía só de olhar, não consegui só fazer de conta que não vi e puxei conversa, dai pra frente a gente ficou bem chegado. Acabei ficando cuidando dela por quase um mês depois que a avó dela faleceu, isso ainda estando fodido por causa do pé na bunda que a vadia da minha ex me deu, por causa disso, acabei não aceitando os sentimentos dela (da Eve) por mim, mas ainda cheguei a ficar com ela algumas vezes.

Ano passado a mãe dela recebeu uma proposta de emprego em Vitória (ES) e com muita tristeza ela foi pra lá, mas não deixou de gostar de mim.

A uns dois meses, minha pequena fada pegou uma virose por comer besteira na rua e por causa disso ficou com uma febre fdp no hospital e quase morre. Depois que ela voltou pra casa a mãe ficava com medo de deixar ela sozinha em casa e adivinhem só, ligou para este cidadão perguntando se eu aceitava ir pra lá ficar cuidando da moça. Cool, eu já tava subindo pelas paredes de preocupação com ela, nem pensei 1/2 vez aceitei a proposta na hora. Foi um dia de viagem de carro saindo na segunda de tarde e chegamos na terça de noite, fui com uma tia da Eve (abreviação de Evellyn) que gentilmente me trouxe pra cá. Cheguei dia 06/05, e teve tanta pressão de algumas pessoas que eu deveria ficar com a Eve que no dia 09/05 acabei atendendo a pressão do povo e concordei em oficializar um namoro já que eu sempre tive muito carinho por ela de qualquer maneira.

Por causa da febre, ela ainda tava tomando remédio (que deixava ela sonolenta o dia inteiro) e do pânico que eu senti de preocupação com ela, caiu a minha ficha com efeito retardado que sim, eu gostava pra caralho dela e não só tinha carinho de amigo, irmão, ou whatever. Um mês depois foi bonito, a mãe e a tia dela nos apareceram com um sutil presente pra gente, um par de alianças.

Sabem o que eu fiz? Aproveitei a deixa e já que tava com um trampo BOM engatilhado e não tardaria pra começar, pedi a moça em noivado. Sim amiguinhos, noivado, o cidadão aqui ficou noivo arrancando lagrimas da patroa e da sogrinha.

No mesmo dia, uma desgraça de uma velha fdp (avó por parte do fdp do pai da Eve) que começou a encher o saco por causa do meu noivado com a minha fada (é, falei fada, gostou não? Foda-se…), não deu meia hora e o fdp do pai da Eve (que é separado da Júlia [mãe da Eve] e não se deu nem ao trabalho de ligar pra saber como ela tava quando tava com aquela maldita febre no hospital) ficou se doendo porque ela tava noivando e tava dormindo diariamente com alguém (no caso, eu). A Júlia conversou, conversou, conversou e dez minutos depois largou um sonoro “quer saber de uma coisa Jairo? VAI SE FODER!” e bateu o fone na cara dele pra gargalhas de todo mundo que tava na sala (eu, Eve e Carol [a tia da Eve que me trouxe]), whatever, “saímos-nos” pra comemorar o noivado e foi muito foda (até uma doida me cantando na frente da Eve e perguntando se ela não queria me dividir com ela apareceu, eu achei que a Eve ia socar a guria quando fechou as mãos com raiva).

O lindo foi que o fdp do pai da Eve apareceu aqui e já foi logo dando um tapa na cara dela quando ela teve a infelicidade de atender a porta. Meu de boa, pense num cara EXTREMAMENTE emputecido. Eu voei no cara e a gente saiu se socando do oitavo andar até o lado de fora do prédio. A Eve correu pro banheiro chorando morrendo de medo e se trancou lá dentro, só saiu depois que eu voltei, lá embaixo, eu ainda socava o fdp que nem um psicopata doido pra desfigurar e matar bem lentamente aquele desgraçado. Até que o porteiro do prédio apareceu lá e foi me tirar de cima do cara e a “puliça” chegou. Não deu porra nenhuma pra o fdp, mas a Eve passou mal, quase todo mundo do lado da mãe dela tem problemas cardíacos, ela não foi exceção, resultado, hospital. Por causa disso ela teve uma parada cardíaca e só não morreu porque já tava no hospital, só voltou pra casa DOIS dias depois

O tempo passou, ela ficou com pânico de sair de casa e dar de cara com o pai e foi ficando nervosa e preocupada com tudo, até que nesse domingo (15/06) quando a gente resolveu deitar e dormir um pouco de tarde, eu acordei e não senti o coração dela batendo. Sim, minha Eve morreu de insuficiência cardíaca assim como a avó dela que morreu pouco tempo depois que nos conhecemos, e com ela minha vida foi junto.

“Aff, você é emo e entrou em suicide mode de novo”….Bem, em partes, realmente morrer eu quero, mas não posso me matar ou nem a Eve nem algumas outras pessoas que eu conheço e gosto muito me perdoariam, pelo contrario, iriam ter raiva de mim.

Nesse ponto, eu tenho que agradecer muito minha querida amiga Bárbara por me fazer enxergar o que eu não queria ver. Obrigado mesmo Bah, foi graças a você que eu pude fazer a minha Eve feliz mesmo que por um curto período de tempo.

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Reminiscência 2

Tava aqui de bobeira jogando conversa fora. Acabou que a conversa me levou pro passado, pra algumas lembranças dos meus dias de guri que não se preocupava com nada além de fazer bagunça. Putz, deu uma puta de uma saudade daquele tempo, das brincadeiras, da galera, das amizades que sumiram indo cada uma pelo seus respectivos caminhos.

Eu não morava aqui em Lauro de Freitas, morava em Salvador e todo fim de semana vinha pra cá na casa dos meus avós. Meu era muita gente. Amigos, irmãos, primos…Todo mundo no meio da baderna deixando nossos pais de cabelo em pé fazendo tanta coisa que não era exatamente o que eles classificariam com as coisas mais apropriadas a se fazer, principalmente por haver garotos e garotas juntos, depois crianças e adolescentes que tem a mente suja e pensam sacanagem, na época ( >.< ) a gente nem pensava nesse tipo de coisa.

Especificamente, hoje eu acabei lembrando em especial de umas amigas que nem apareciam tanto por aqui, vinham mais nos feriados prolongados. Eu me lembro mais de Núbia, Carol e Núria. Carol em especial, já que tinha uma queda por ela, pena que na época eu era ainda mais besta do que sou hoje e nunca tive coragem de dizer isso pra ela e fazer o que tinha mesmo vontade(nada de teor erótico, que fique bem claro, sou um cara do tipo excessivamente romântico), dar um belo de um beijo naquela boquinha linda.

Para se ter uma idéia, uma vez fui convidado para acompanhar as gurias num banho de piscina noturno, mas me deu um puta de um cagaço e eu arreguei. Nem preciso mencionar que eu lamento e amarguro profunda e miseravelmente ter negado cair naquela piscina naquele dia, digo, noite, com elas. Cinco lindas e encantadoras garotas que ficaram de papo comigo lá, já que eu pelo menos tive a decência de ficar do lado de fora conversando com elas. Sei lá viu, eu tinha um medo irracional da tia delas, a mulher era super gente boa, mas me dava uma impressão estranha que eu não sei explicar.

Na verdade eu estava louco pra me jogar ali dentro (na água, seu bando de mente suja xD ) e não conseguia tirar os olhos de Carol, aquele olhar e aquele sorriso lindo são coisa de louco, imagino quem seja o maldito desgraçado sortudo que tem a “posse” deles hoje em dia…<inveja>

Houveram algumas coisas que sempre me deixavam cada vez com mais vontade de dar umas pegadas nela(com todo o devido respeito e cordialidade, claro, já disse, sou romântico, uma chegada abrupta não é meu estilo). Uma coisa que nunca esqueci foram as vezes em que ela e suas primas resolveram invadir uma partidazinha de futebol que a gente tava fazendo e insistiram em jogar junto. Imaginem 4 gurias de bikini fazendo questão de jogar bola. Hehehehe, foi engraçado demais, elas batiam MUITO, e de novo, lá estava minha querida Carol de goleira e eu na zaga (ou o contrário), ou ela derrubava qualquer infeliz que chegasse perto dando uma senhora bicuda na canela alheia ou dizia para eu fazer o mesmo se eu fosse o zagueiro, mas não importasse quem estivesse descendo o cacete, ela vinha depois e me dava um belo de um abraço pra comemorar (sim, eu sei, eu sou um imbecil que nunca tive coragem de beijar aquela linda garota, mas putz….eu tinha o que? Uns 13-14 anos e na época [porra me senti um velho agora o.O] não era assim tão “normal” aborrescentes nessa idade estarem ficando assim tão facilmente =( ).

Algo que eu lamento de verdade é que perdemos contato. Elas simplesmente pararam de vir pra cá de uma hora pra outra e a tia vendeu a casa. Teve um dia que até vi uma garota no Iguatemi daqui de Salvador que eu achei que fosse Carol, mas não consegui alcançar ela e a criatura sumiu no meio da multidão. Uma pena, seria ótimo se tivesse conseguido falar com ela. Sempre que lembro dessas coisas, e de um tempo pra cá eu ando lembrando bastante dessas coisas que aconteciam quando eu era guri, me da saudade daquele tempo. É bem aquele tipo de saudade que a gente fica desejando poder voltar no tempo, voltar pra uma época que a gente se sentia tão bem.

Já gostei de um bocado de gente nessa vida, me relacionei com algumas, outras me mandaram pros quintos dos infernos ou coisa pior, mas sei lá, quando lembro de pessoas com quem tive um envolvimento meio que inocente como esse eu tenho mesmo muita vontade de poder viver isso novamente. Quem sabe um dia eu não me esbarro com uma delas na rua, possivelmente com a doce Carol. =)

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