Em que posso estar te ajudando, senhor?

Procurando com o que passar o tempo, fui desencavar uns posts antigos do Substantivolátil e enquanto lia ESTE, alguns fatos ativaram a minha memória. No post, a Mirian define estes, digamos, “tópicos” como pérolas. Não discordo dessa definição, mas o primeiro sintoma imediatamente me remeteu a uns 2 anos atrás quando eu tive o desprzer de sevir como “mão-de-obra” no suporte técnico de uns programas de uma certa grande marca que eu prefiro não citar o nome.

No caso em específico, o sintoma em questão a que me refiro é “sem alimentação!” Pode parecer uma coisa estúpida e lógica para alguém que tem um mínimo de neurônios funcionando dentro da cachola, mas para algumas criaturas que se aventuram no assustador mundo da informática pode ser uma tarefa complicada.

Irônicamente, essa semana mesmo me mandaram um e-mail com causos de atendimentos desse tipo de suporte técnico, ao qual prestei alguns bem semelhantes. O e-mail que me enviaram continha o seguinte “exemplo” do tipo de cliente que causa a infelicidade dos pobres operadores de helpdesk:

– Helpdesk assistência, posso ajudar?
– Sim, bem… estou tendo problema com o Word.
– Que tipo de problema?
– Bem, eu estava digitando e, de repente, todas as palavras sumiram.
– Sumiram?
– Elas desapareceram. Nada.
– Nada?
– Está preta. Não aceita nada que eu digite.
– Você ainda está no Word ou já saiu?
– Como posso saber?
– Você vê o Prompt C: na tela?
– O que é esse ‘promete-se’?
– Esquece. Você consegue mover o cursor pela tela?
– Não há cursor algum. Eu te disse, ele não aceita nada que eu digite.
– Seu monitor tem um indicador de força?
– O que é monitor?
– É essa tela que parece com uma TV. Ele tem uma luzinha que diz quando está ligado?
– Não sei.
– Bom, olhe atrás do monitor, então veja onde está ligado o cabo de
força. Você consegue fazer isso?
– Acho que sim.
– Ótimo. Siga para aonde vai o cabo e me diga se ele está na tomada.
– Tá sim.
– Atrás do monitor, você reparou que existem dois cabos?
– Não.
– Bom, eles estão aí. Preciso que você olhe e ache o outro cabo.
– Ok, achei.
– Siga-o e veja se ele está bem conectado na parte traseira do computador.
– Não alcanço!
– Hum. Você consegue ver se está?
– Não.
– Mesmo se você ajoelhar ou se debruçar sobre ele?
– Ah, não, tá muito escuro aqui!
– Escuro?
– Sim, a luz do escritório tá desligada, e a única luz que eu tenho vem da janela, lá do outro lado.
– Bom, acenda a luz então!
– Não posso.
– Por que não?
– Porque estamos sem energia.
– Estão… sem energia…?
Longa pausa…
– Ah! ok, descobrimos o problema agora! Você ainda tem a caixa de
papelão e os manuais que vieram com o seu micro?
– Sim, estão no armário.
– Bom! Então, você desconecta o seu sistema, pega tudo, empacota e leva de volta para a loja.
– Sério?? O problema é tão grave assim?
– Sim, temo que seja.
– Bom, então tá. E o que eu digo na loja?
– Diga que você é BURRO demais pra ter um computador!

Não sei se este caso em específico é real, mas acreditem, esse tipo de coisa acontece mesmo.

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