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De volta para o passado

As vezes nós pensamos “e se eu pudesse voltar no tempo? O que faria?” Confesso que essa idéia tem me passado bastante pela cabeça. Talvez assistir Being Erica seja o motivo pra isso.

Being Erica é um seriado canadense produzido pela CBC Television e é centrado em Erica Strange, sua vida, seus afetos, desafetos e até alguns traumas de personalidade.

Logo Being Erica

Tudo começa quando ela conhece Dr Tom, um psiquiatra que tem a estranha capacidade de enviar sua consciência (de Erica) de volta a algum ponto de sua vida em que ela teve algum tipo de problema que afeta sua vida atual, indo desde conflitos de colégio à morte de seu irmão Leo em um trágico acidente. Erica cresce, percebe que alguns desses problemas existiam apenas na sua cabeça e não eram tão significantes quanto achava que era. Com a ajuda de Dr Tom, Erica muda de vida.

(pausa)

Podem me chamar de influenciável, acho que pra algumas coisas eu realmente sou, mas…whatahell…quem nunca pensou sobre isso atire a primeira pedra! [se esconde atrás da porta] As vezes eu fico pensando, e isso já acontecia muito antes da série sequer ser produzida em 2008, “e se eu pudesse decidir sobre aquele assunto sabendo o que a decisão atual causou? Como afetaria minha vida?” Claro, nós não temos um Dr Tom pra fazer por nós o mesmo que acontece com Erica, mas algumas possibilidades realmente passam pela minha cabeça, como, principalmente,  não aceitar ficar com a Eve quando ela ainda morava aqui, me envolver com algumas garotas no segundo grau e o tipo de envolvimento nesse ponto, algumas alunas de um curso de informática no qual eu era monitor, mais umas de um pré-vestibular que eu fiz, umas gurias de minha adolescência e pré-adolescência e um assunto delicado…minha ex.

Hoje, por mais que eu tenha ficado indiferente sobre ela, seria preciso avaliar muita coisa sobre permitir me envolver com ela ou não.  Sim, eu passei (ou achei que passei, como assim descobri anos depois com a Eve) o inferno no fim do relacionamento. Sim, eu tinha uma outra opção na época e acabei escolhendo seguir por esse caminho, mas o que aconteceu com isso e após isso? Algumas das melhores pessoas que eu conheci eu conheci e me aproximei exatamente por compartilhar com essas pessoas o mesmo tipo de sentimento de ser traído e abandonado. Se não fosse por isso não teria uma “base” pra dar início a nossa amizade. Por mais que eu tenha ficado mal com a situação, eu não trocaria nenhuma dessas pessoas pela minha ex, isso sendo que eu nunca tive contato com nenhuma delas que não por meio virtual (infelizmente).

Pra essas pessoas especiais, meu sincero “I LOVE YOU, BABIES!”

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I wonder

As vezes eu fico pensando. Como seres humanos invariavelmente precisamos nos relacionar de alguma forma com os outros. Amizade, apoio, namoro ou qualquer que seja o nível afetivo (ou não). Relacionamentos esses que afetam diretamente a maneira como encaramos e nos comportamos com relação ao que aconteça em nossas vidas.

Hoje tive uma certa discussão com uma pessoa em uma comunidade no Orkut que se originou após afirmar que tenho depressão e essa pessoa insistia em negar a possibilidade com base em alguns conceitos e idéias próprias. Concordo que algumas das coisas que ele disse realmente fazem sentido, mas isso não quer dizer que por isso qualquer pessoa que se encaixe nas situações que ele argumentava não sofra de depressão. Ele argumentava que quem fala tão abertamente sobre isso assumindo que tem depressão na verdade apenas ACHA que sofre da doença.

Bem, eu tenho algo como 10 anos de depressão e já passei da fase de descobrir O QUE eu tenho, assumir que o tenho e mesmo que não peça diretamente por ajuda, falo sobre o assunto como uma forma indireta de pedir essa ajuda. Sim, isso é sinal de timidez.

O que eu tirei disso foi que, como argumentei na discussão, quando se está do lado de fora é mais fácil falar (coisa que outra pessoa havia falado sobre outro assunto em discussão anteriormente). O que acontece com quase todo mundo é que quando se vê uma pessoa triste e deprimida as pessoas costumas deixar ela de lado por não querer coisa com o ou a “baixo astral” (é mais cômodo não se importar mesmo) e taxar a pessoa com qualquer coisa que desmereça qualquer coisa que ela esteja passando. Falta-se tato e sobra-se arrogância pra julgar as pessoas. Humildade pra entender que os outros sentem as coisas pra que.

No início eu fiquei irritado por alguém que nem me conhece ficar levantando hipóteses sobre como administro minha vida (ou não). Eu que sei os danos que as coisas que me aconteceram me causaram. Nunca consegui descobrir nesses mais de 10 anos de depressão o que me levou a ficar dessa forma, mas poderia citar cada simples acontecimento que “contribuiu” para agravar minha situação, acontecimentos que não foram poucos e que, aliás, fecharam com chave de ouro com a perde da única pessoa com quem consegui me envolver afetivamente depois de uma decepção. O que pra maioria das pessoas pode ser algo que leve alguns dias, talvez meses, aumenta exponencialmente de gravidade quando a pessoa já tem problemas emocionais. Meu último relacionamento deixou marcas profundas como perda de confiança nas pessoas e um aumento na minha timidez que “evoluiu” pra uma fobia social.

Claro, isso tudo não conta e não passa de uma “cômoda crise existencial” nas palavras da pessoa inicialmente citada nesse texto. Qual o problema que eu tenha traumas por problemas e coisas ruins que tenham acontecido na minha vida? Eu falo sobre eles “com prazer” então eu não tenho depressão. E daí que constantemente a angústia me faz querer enfiar uma bala no meio da testa? Eu falo sobre eles “com prazer” então eu não tenho depressão. E daí que hora ou outra algum sintoma psicossomático aparece como se fosse uma doença sem causa sem que eu tenha nenhum descuido em especial que me faria sofrer desse tipo de coisa? Eu falo sobre eles “com prazer” então eu não tenho depressão.

As vezes me da uma crise de pessimismo e eu acho que ta todo mundo pouco se lixando pra mim e me ignorando de qualquer jeito. Quando acontece alguma coisa e eu comento sobre isso, sempre que vejo respostas dizendo que “eu estou assim porque eu quero” só faz reforçar ainda mais meu pessimismo e faz com que eu sinta mais desgosto por ter que viver rodeado por pessoas que não se importam comigo.

É demais querer que alguém estenda a mão e mostre que ainda existem pessoas que se importam e estão dispostas a ajudar alguém que precisa de um ombro amigo?

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What should I do?

Se tem uma coisa que me incomoda MUITO hoje em dia é a minha incapacidade de escolher algum curso pra se fazer numa faculdade. Sério, to com 28 anos, tenho depressão a 10 e meus últimos 3 foram um inferno piorando a cada um que passou me finalizando com uma perda inestimável ano passado.

O problema é que não saber o que fazer da vida atrapalha qualquer um. Como alguém pode crescer na vida sem planos, sem um projeto e sem ao menos conseguir se decidir sobre um curso a se seguir numa faculdade.

Esses dias me senti estranhamente animado com a possibilidade de um emprego e por causa disso diversos planos já começaram a brotar na minha cabeça como inicialmente entrar num pré-vestibilar (já que por ter tido um segundo grau técnico em Contabilidade [eca] eu praticamente só tive matérias sobre coisas da área, ou seja nada, nada de Física, Química, Biologia, Geometria Analítica ou essa linda Matemática que existe hoje no segundo grau normal, o que apesar de parecer bom inicialmente prova-se um problema posteriormente quando você presta vestibular sem conhecer absolutamente NADA dessas matérias) e depois ir pra uma faculdade. Mas aí entra o problema…QUAL CURSO EU DEVERIA FAZER!? Eu não tenho gosto por nada, não consigo achar nenhum curso interessante, fazer um curso por fazer sem me interessar é fora de questão porque não conseguiria prestar atenção nas aulas por não me agradarem.

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Passivo-agressivo e auto-isolamento

Passando pelo 30 & Alguns, vi um link pra um texto da Liliana que define minha “capacidade” (ou falta dela, se preferir) de não atender a convites feitos por amigos de ir a algum lugar. No texto da Liliana ela fala que “o agressor passivo-agressivo (leia o texto para entender) tem muitos sentimentos de raiva e ódio maltrabalhados dentro dele” o que também se aplica a mim, mas por motivos que não tem haver com os convites ou minha vontade/disposição de atende-los.

Sempre me senti mal por não corresponder a esses convites por temer que as pessoas me considerem esse agressor-passivo, porque quando você para pra pensar no assunto você se da conta que quando você convida alguém pra ir a algum lugar (seja um shopping, cinema, no barzinho da esquina ou numa festa de aniversário) e a pessoa diz que não pode é uma coisa, mas quando TODAS as vezes que você convida essa pessoa ela diz que não pode ir (explicando ou não seus motivos) você começa a pensar que essa pessoa tem alguma coisa contra ou não se importa com você.

Nunca havia realmente conseguido definir o que faziaeu sentir esse medo, mas depois de ler esse texto da Liliana foi como se ele estivesse falando pra mim “é isso aqui, meu querido!”

No caso, os motivos pra eu sempre estar “rejeitando” esses convites é a falta de trabalho que resulta em falta de dindin mesmo, e conflitos internos em casa me impedem de fazer “solicitações” sobre o assunto. As vezes acabo até meio que me afastando das pessoas pra evitar esse tipo de mal estar e não fico muito melhor por me sentir sozinho por causa disso, mas ainda assim é preferível isso a sentir que as pessoas acham que eu não me importo com elas, principalmente quando são pessoas que eu gosto.

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Consciência Política

Lá fui eu exercer o meu direito de ser obrigado a votar, este maravilhoso ato cívico de levantar minha bunda da cadeira de casa e mofar na ZONA eleitoral até as mulas que precisam digitar o número do candidato (que elas acha que não vai roubar muito) umas 50 vezes e demorar, mas 5 minutos pra escrever o próprio nome. Malditos isentos (copyrights by blogueiro de Campinas).

A parte mais interessante da história toda, é ver como as pessoas tem determinação nas escolhas que fazem. Enquanto eu ia pra lá andando, ouvia as pessoas conversando sobre seus candidatos que venceriam essa eleição logo no primeiro turno (único ponto em que espero que estejam certos). O que eu mais gostava era conversas do tipo.

Fulano 1: Hahahaha, você é besta, não ta vendo quantas pessoas tem por aqui apoiando candidato A? Ta mais do que óbvio que candidato B vai ganhar!

Fulano 2: É mesmo né? Candidato A nem é essas coisas todas…se o pessoal da rua não tivesse me chamado eu nem tava aqui. Acho que vou votar em candidato B mesmo.

ISSAEW, mantenham suas convicções na hora do voto cambada. =D

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Por que falam tão mal dos blogs?

É engraçado, só por esses dias que eu peguei as Feed-se pra ler, fazia um bom tempo que não parava em blogs por alguns problemas que andei tendo. E lendo logo a edição piloto me deparei com o excelente artigo da Nospheratt contando a história dos blogs e na edição 1 um da Liliana sobre “blogs são diários pessoais”.

É de conhecimento geral que os blogs tem essa fama e por causa disso são bem “discriminados”, mas algo me chama a atençao quanto a isso: o Orkut. Pensa bem, os blogs são espaços onde as pessoas falam de si, de algo que aconteceu em suas vidas ou criam artigos sobre os mais diversos assuntos e acontecimentos que rolam mundo a fora, mas, não seria o Orkut exatamente a MESMA coisa? O que tem no Orkut? MUITA gente, comunidades, mensagens, comentários, grupos de pessoas reunidas nessas comunidades falando sobre algo em comum entre elas e sabe Deus mais o que.

É curioso que aquele mesmo cidadão que de um lado enfia o pau nos blogs por estes serem “diários pessoais” utilizam o Orkut que é a mesma coisa, só que em maior escala. As comunidades do Orkut são exatamente o mesmo que os blogs, mas tem diversos autores (pra não mencionar os fdp que ficam mandando spam e links com vírus pra tudo que é lado) já que a postagem nessas comunidades é livre.

A meu ver é irônico que uma pessoa que fale mal ou desmereça qualquer blog por  este não passar de um diário, faça a mesma coisa que um blogueiro enquanto usa o Orkut e ainda achar que é diferente.

Eu fiquei imaginando isso depois que li esses 2 artigos da Feed-se e acabei inclusive constando que o Orkut está noivo alguns minutos atrás. o.O

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Antes idiota que infeliz!

Recebi este texto de uma amiga por e-mail e compartilho dos pontos de vista do Arnaldo Jabor, autor do texto, por isso decidi postar aqui.

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar:
“Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”.

Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.

Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!” unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que você ama… mas, não sabe se isso ou aquilo…são tantas interrogações (??)…talvez nunca mais volte a vê-la, e é aí que o medo te tira a oportunidade de descobrir, de ter um sorriso à dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.

Antes idiota que infeliz!!!

É isso, de nada vale tanta pose e achar que “se dar bem” vai te trazer tanto benefício, já que no final o que importa é estar bem (se possível com uma pessoa interessante como companhia).

shrek

Aproveito para desejar um ótimo Natal a todos.

Post feito testando o Windows Live Writer.

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